Formula mágica da economia ( não vem em manuais )

Abril 16, 2012

Fórmula mágica, a propriedade associativa da multiplicação ( para quem não se lembra da matemática, a ordem dos factores, não altera o resultado, aplicada à vida económica do nosso País:

Numa primeira abordagem poderia considerar vários factores Economia Mundial, Economia Europeia, Estado Português, PPP’s, Grandes empresas e Grupos económicos, PME’s, Unipessoais, Classe Alta, Classe Média, Classe Baixa, Pobres e Miseráveis.

Claro que vou pegar num modelo mais simplificado e para isso, utilizar outra propriedade que se bem me lembro era “ elemento absorvente” ou seja, qualquer coisa multiplicada por 0 (zero) é isso mesmo zero, não conta!

Parti do principio a Economia Mundial e Europeia podiam ser o mesmo factor a que lhe decidi chamar grotescamente de BCE ( banco central europeu )

Nos factores Estado e as PPP’s ( participadas publico privadas ) decidi também osau o elemento absorvente nas PPP’s, pelo que ficamos apenas com o Estado

Mantive os grupos económicos e grandes empresas, onde podemos incluir construtoras, empresas de retalho, banca, etc

As PME’s ( pequenas e médias empresas ) também se mantêm para a fórmula, absorvendo as entidades Unipessoais

Quanto às classes ( até me ri quando fiz a separação ), como a maioria concordará, esta divisão já não faz sentido nos dias de hoje, decidi chamar-lhe Povo, claro que à excepções, mas vamos simplificar

Explicado o porquê da opção destes factores, vamos à fórmula que alguns parece ainda não terem percebido, nem mesmo quem finge governar alguma coisa, seja um líder mundial, um governo local, um gestor de uma empresa, ou mesmo um particular a gerir a sua vida.

Vamos lá reduzir, como se pede e ver o que isso influencia a cadeia de valor:

-€ BCE = -€ Estado = -€ Grandes empresas = -€ PME’s = -€ Povo

Explicando devagarinho, se o BCE não abre a bolsa ao Estado, o Estado deixa de poder lançar concursos para as grandes empresas, deixa de conseguir manter as regalias dos recursos humanos afectos ao mesmo, vulgo funcionários públicos. Se as grandes empresas não têm trabalho para o estado, também não podem dar trabalho às PME’s e têm também que reduzir custos com recursos humanos, seja pela via do Layoff ou mesmo do despedimento. Ora se as PME’s deixam de ter trabalho, no mínimo lá vão mais uns colaboradores a andar…ou pelo menos a ganhar menos.

Até agora simples espero, mas então a propriedade associativa, perguntam alguns! Bem essa vem a seguir. Vamos pegar no último factor?

-€ Povo = -€ PME’s = -€ Grandes empresas = -€ Estado = -€ BCE

Voltando à explicação, se o Povo deixa de ter dinheiro, não consome nas PME’s, não precisa das obras e serviços das grandes empresas, não paga ao Estado IRS e ainda consome ao estado os subsídios de…há uma série de nomes, nem eu os sei já! Mais uma vez se as empresas de uma forma genérica, vendem menos, significa que fecham ou pelo menos produzem muito menos pelo que deixam de contribuir para o estado com IRC e outros impostos. Então e o Estado? Pois o estado se começa a receber menos dos particulares e empresas e ainda tem que pagar mais obrigações sociais…vai ao BCE e tem 2 hipóteses, ou não paga, porque não tem como pagar mais juros, ou então fica o BCE sem o dinheiro!

Ainda hoje me lembro de algumas pessoas conceituadas em empresas de renome, me terem apelidado de pessimista quando em Março de 2007 escrevi um artigo de opinião em que aconselhava as empresas a internacionalizarem-se e no caso dos particulares, a procurarem trabalho em empresas com essa vertente, ou então mesmo, como há muito pouco tempo ouvi um ministro dizer, Emigrem, mas por favor não fiquem de braços cruzados!

Plano de Austeridade/Vergonha – FMI v BCE

Maio 5, 2011

Não pude deixar de ouvir o ainda Ministro das Finanças hoje de manhã sobre o plano acordado com as instâncias internacionais. Na pratica, discurso político normal, alguma conversa, mas nada de concreto!

Depois, bem depois, para quem ainda se interessa minimamente pelo que andamos cá a fazer ( figura de p….), veio a conferência da Troika, vulgo, representante da União Europeia, do BCE e do FMI.

Conclusão simples de um leigo, estes representantes políticos têm endividado o País a um nível desnecessário!

Andamos há meses a pedir dinheiro, com a venda de dívida publica, com juros entre os 7% e os 10%. Agora vamos “receber” 52 Mil Milhoes (UE) a cerca de 5% e 26 Mil Milhões (FMI) entre 3,25 e 4,25% de juro!

Não há ninguém, entendido na matéria financeira, que perceba porque não pedimos a ajuda internacional mais cedo! Quem vai pagar a diferença de juros deste tempo que andámos a adiar o que já se sabia inevitável?! Pois somos nós todos, inclusive vamos sofrer mais carga fiscal para suportar estes juros! Pena que a classe política não seja financeiramente responsabilizada pelos erros de má gestão, como sucede na gestão dos privados.

Como conclusão, as instâncias internacionais prevêm que caso se cumpra o plano de recuperação, Portugal só deverá ter retoma a partir de 2013, ou seja, para o “buraco” que está, não é muito tempo, mas não deixa de significar que 2011, 2012 e 2013 vão trazer grandes dificuldades ao cidadão comum.

Como pequena nota, tal como deduzi na altura, a comunicação social, pelo facto de não ter acesso ao que estava a ser negociado, começou a despejar falsa informação para ver se obrigavam alguém (BCE/FMI) a falar. Ainda hoje, os mesmos garantiram que nem nunca foi abordado o tema do 13º e 14º mês na função pública.

Dedicatória aos Amigos

Janeiro 10, 2011

“Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhámos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim…
do companheirismo vivido.
 

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje já não tenho tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe… nas cartas
que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices…
Aí, os dias vão passar, meses… anos… até este contacto
se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo…

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e
perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?

Diremos… que eram nossos amigos e… isso vai doer tanto!
– Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons
anos da minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente…

Quando o nosso grupo estiver incompleto…
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.

E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes
daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a
sua vida isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo…
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não
deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades…

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!”

“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,

mas na intensidade com que acontecem

Por isso existem momentos inesquecíveis,

coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”

Fernando Pessoa

A crise que ainda falta sentir…

Julho 9, 2010

Para os mais critícos, não se trata de pessímismo, mas sim realísmo! Mesmo um optimísta teria obrigação de ver os sinais…

Segundo alguns analistas ( aqueles que passam em programas mais sérios pela noite dentro ), comparam a nossa possível retoma com a retoma que os EUA conseguiram com o crash da bolsa há decadas atrás. Como a maior economia mundial da altura, os EUA demoraram 25 anos a recuperar o crash, e recuperar significa ficar na mesma como 25 anos antes! Como é possível ouvir políticos e economistas dizerem que em 2 ou 3 anos a economia vai retomar?! Ainda por cima não estamos a falar de 1 país apenas, mas sim de uma crise mundial em que apenas alguns paises escaparam e ainda crescem à conta da crise dos outros.

Olhando para a nossa economia, a visão é simples! Não produzimos nada, tudo o que comercializamos e consumimos vem de fora, pelo que mandamos a pouca “riqueza” que produzimos para outros paises. Como continuamos a consumir? Fácil! Até agora a banca internacional, patrocinada pelos paises mais ricos, foram-nos emprestando dinheiro. Acontece que quando o risco de crédito aumenta assutadoramente, a nossa banca já não tem acesso a crédito e por sua vez corta o crédito às empresas e particulares. Se já nem para o Estado a nossa banca tem dinheiro suficiente, como terá para os privados?!

Tenho acompanhado profissionalmente muitas empresas na área da construção/projecto ao longo de mais de 15 anos e assusta-me o facto de muitas delas, mesmo aquelas consideradas com uma boa saúde financeira, terem começado a reduzir drásticamente os colaboradores por falta de trabalho, ou inclusive a fechar! Claro que existem sempre empresas que numa crise conseguem sobreviver, mas actualmente as que conheço tiveram que investir nos chamados paises emergentes em Africa e América Latina.

O cúmulo foi uma conversa que tive a semana passada, em que uma empresa disse ter efectuado um projecto para o dono de obra e quando chegou à altura de receber, o dono de obra desculpou-se pois ainda não tinha previsto o pedido de financiamento para a obra que contratou e como se o atraso não fosse já de si grave, o financiamento foi recusado. Ou seja, o gabinete de projecto andou a trabalhar de “graça” durante meses numa altura em que teve que contratar mais colaboradores para o projecto específico.

A minha opinião, que não vale mais do que isso, é que a verdadeira crise vai ser percebida/sentida a seguir às férias do verão, altura em que já não vai haver mais distracções do tipo casamento gay, mundial de futebol, etc.  Aumento de 1% na taxa de IRS, aumento de 1% no Iva? Isso não é nada! Ainda hoje já anunciaram que no próximo ano já vão introduzir a nova tabela de retenção de IRS que vai aumentar e que supostamente estava prevista apenas para 2012. Tenho pena que com tanta informação disponível a maioria da sociedade continue adormecida para os problemas reais que as afectam e se deixem levar por novelas irreais.

Solução para as empresas? Criem, inventem produtos que se vendam cá dentro e lá fora. Prestem serviços lá fora. Abram delegações em paises com previsão de negócio.

Solução para as pessoas? Procurem empresas que produzam algo que tenha saída para o mercado internacional. Ou então, voltemos a umas décadas atrás, imigrem para países onde haja ainda condições de trabalho aceitaveis para as vossas capacidades. O que nunca deverão fazer é esperar que a “bomba” rebente, pois quando se espera pelo despedimento ou encerramento de uma empresa, torna-se muito difícil pensar friamente numa solução razoavel com tempo e normalmente agarra-se uma oportunidade de pouca duração.

Novo IRS atinge subsídio de férias

Junho 15, 2010

Aqui fica a explicação de uma publicação do Jornal de Negócios, para aqueles que ainda julgavam que iam “fintar” o sistema antecipando os recibos dos subsidios de férias de 2010, para antes de 1 de Junho.

Na practica o que vão conseguir é ganhar agora, o que vão ter que devolver/pagar no final do ano.

Quanto vão aumentar as taxas?

Aumentam 1% para rendimentos colectáveis até 17 979 euros por ano (1284,21 euros/mês) e 1,5% para rendimentos superior àquele valor (4.º escalão). Mas, como em 2010 não será tida em conta a totalidade do rendimento ganho, a subida das taxas será ponderada e, na prática, traduzir-se-á num agravamento de 0,58% (até ao 3.º escalão) e de 0,88% (a partir do 4.º escalão).

Então, em 2010, a subida da taxa não vai ser de 1% e 1,5%?

Exactamente. Como a sobretaxa só incide sobre uma parte do ano (a partir de Junho), será feita uma ponderação, que no caso de 1% corresponderá a uma subida de 0,58% e no caso do 1,5% equivale a uma subida de imposto de 0,88%. Em 2011, o aumento das taxas já será sentido na totalidade. Exemplificando: um contribuinte que ganhe 12 mil euros por ano irá pagar um adicional de 120 euros de IRS por ano (1%). Mas em 2010, como se aplica apenas a sete meses de rendimento, pagará mais 70 euros (0,58%).”

Jornal de Negócios

Os negócios para além do Magalhães

Junho 9, 2010

Para aqueles que poderão pensar que o custo do conhecido Portátil Magalhães se cingiu “apenas” ao tão falado negócio por ajuste directo do estado à JP Sá Couto, aqui seguem alguns instituições publicas que também gastaram uns quantos milhares em suposta pesquisa local, e ofertas a adultos e para ofertas a paises sub-desenvolvidos. Infelizmente não vos posso explicar de que se trata esta suposta pesquisa local, mas dado o termo aparenta ser algo do tipo – serviços de consultoria para meter ao bolso de alguns!

Se alguém quiser confirmar, basta ir ao link http://transparencia-pt.org/?search_str=magalh%C3%A3es, que não é mais que um portal do estado onde alguns negócios estranhos aparecem com a ideia de “Transparência na Administração Pública”.

Clicar para ampliar:

Portugal, os Portugueses e o empréstimo à Grécia

Junho 1, 2010

Cansei-me de ouvir aqueles comentários de “café”, – Para emprestarmos dinheiro à Grécia, vão-me descontar +1% no IRS e aumentar o IVA!

Realmente é triste a mentalidade, a falta de informação e a falta de interesse em procurar a verdade. Qual é a parte que a sociedade não percebe do: – Não temos dinheiro; estamos totalmente individados; a banca internacional não empresta dinheiro à nossa banca?!

Como desabafo a este tipo de comentários totalmente vazios de razão, aqui segue uma explicação que julgo ser suficientemente clara, explicita e sem grandes “palavrões” técnicos. O BCE ( Banco Central Europeu ) “gere” através de critérios de convergência, desde 1999 a economia dos 11 países aderentes ao Euro inicialmente e que actualmente são 16.

Os países aderentes ao Euro foram classificados economicamente num Ranking. A lógica desta classificação foi e continua a ser, os países mais ricos emprestam a juros muito baixos e controlados, dinheiro ao Banco BCE, que por sua vez empresta em tranches parte desse dinheiro aos países aderentes com maior défice ou necessidade de investimento/crescimento.

Como exemplo imaginemos a seguinte classificação ( Ranking )

1º Alemanha ( empresta 60% do dinheiro que o BCE detém como reserva)

2º ……………( empresta 25% do dinheiro que o BCE detém como reserva)

3º …………………………………….

12º Portugal ( recebe por empréstimo 10% das verbas disponiveis pelo BCE )

 13º Eslovénia ( recebe por empréstimo 10% das verbas disponiveis pelo BCE )

 14º Chipre ( recebe por empréstimo 15% das verbas disponiveis pelo BCE )

15º Malta ( recebe por empréstimo 15% das verbas disponiveis pelo BCE )

16º Grécia ( recebe por empréstimo 20% das verbas disponiveis pelo BCE )

 Se imaginarem que os 10% que serão atribuídos a título de empréstimo a Portugal, serão cerca de 20 mil milhoes de Euros.

A explicação é simples, dos 20M Milhões de euros que viriam para investimento nacional a título de empréstimo com uma taxa de juro acordada pelo BCE, apenas virão 18M Milhões, dado que 2M Milhões vão ser emprestados à Grécia, para além dos 20% a que já teria direito.

Contudo a Grécia terá que pagar os juros desse empréstimo na totalidade. Sendo sarcástico, pensem assim, são menos 2M Milhões a serem mal investidos em Portugal e sobre os quais o País iria pagar juros durante décadas.

Honestamente alguém pensou porventura que nós, os pobres, com um défice acima da média, que vivemos de empréstimos internacionais, iríamos agora de um dia para o outro arranjar no fundo do baú 2M Milhões para emprestar a um País que está quase na bancarrota?! Sim bancarrota é a expressão correcta! A Alemanha chegou a propor que a Grécia vendesse uma das suas ilhas para pagar as dívidas externas. Qualquer dia, ainda nos propoem a compra da Madeira ou dos Açores, para pagarmos as nossas…

Visita Papal – As injustiças sociais

Maio 7, 2010

Que me desculpem os religiosos, mas acho um verdadeiro gozo com a sociedade, todo este circo em volta da visita de um representante da igreja ao nosso país.

Ninguém tem vergonha do que se está a passar?

Racicionemos por breves momentos:

- O País está mergulhado numa grave crise económica;

- O PEC vem retirar/alterar algumas regalias ao cidadão, de forma a combater o défice das contas públicas;

- Não há verbas para Obras/investimentos públicos;

- Não há dinheiro para aumentos de pensões, reformas, etc;

A mensagem é temos que apertar mais o “cinto” para o bem comum.

Mas na práctica o que vejo é:

- Gastam-se uns milhões de € para fazer a estrutura na Praça do Comércio, onde o Papa vai falar ( câmara local + governo )

- Gasta-se na estrutura que vai ser feita no Porto  ( câmara local + governo );

- Gasta-se nos arranjos exteriores ( estradas por onde o Papa vai andar em Fátima );

- Dois F16 vão escoltar o avião de sua santidade no nosso espaço aereo;

- Tolerância de ponte…para ajudar à produtividade;

- Estacionamento a 1,5€ para o dia inteiro em Lisboa

Se ainda há quem não tenha percebido o contrasenso, segue a explicação:

Porque razão quando estou a trabalhar tenho que pagar 5, 6 ou 7 € de estacionamento em Lisboa e quando alguém vai para a práctica de uma fé/religiao, paga 1,5€ o dia todo?

Será que se um qualquer outro representante de outra religião visitasse o nosso país, seria recebido com os mesmos investimentos públicos em € e tolerâncias?

Acho tudo isto uma afronta a seguidores de outras religiões, a ateus e à sociedade em geral, à qual é solicitada rigor, produtividade e contenção de custos.

Este é o exemplo que quem gere os dinheiros públicos dá às empresas e assalariados deste cada vez mais pequeno país.

Ainda há quem diga que deixámos de ser um país de analfabetos! Aparentemente o problema não está só na dita “escolaridade obrigatória”, mas sim na real inteligência e capacidade de raciocinio de cada um.

Economia Global, Economia Nacional, ou Aproveitamento Empresarial?

Abril 14, 2010

Realmente não é novidade para ninguém, a crise chegou, instalou-se e aparentemente está ainda para durar sem fim à vista anunciado. Os responsáveis? Bem essa parte é facil – a Sociedade.

Apesar de se apontar sempre a politica e especialmente os politicos, a verdade é que os mesmos são eleitos e mantidos ou substituidos pela restante sociedade que vota. Aquilo a que se assistiu no inicio da crise anunciada, com os escandalos na Banca internacional, foi o aproveitamento de muitas empresas locais e internacionais para fechar, despedir, reduzir, criando ambientes de verdadeira chantagem emocional, para quem delas dependia.

Quantas empresas não se aproveitaram para entrar com processos de insolvência, já há muito pensados, mas só agora com uma “boa desculpa”? Quantas não despediram com a justificação: Não temos condições para manter o mesmo número de postos de trabalho! Outras ainda, recorrendo a reduções directas com os colaboradores com base na “chantagem” escondida: Ou aceitam a redução, ou despede-se, ou fecha-se a empresa! Claro que há sempre entidades que procuram o apoio interno, aproveitando o valor dos recursos humanos incentivando-os a lutar contra a maré e a ultrapassar a crise anunciada, com a prespectiva de que após a crise virá a Bonança e nessa altura haverá a recompensa. Na minha opinião, concerteza a opção mais viável, contudo cuidado! Há sempre um aproveitamento nestas situações.

O mesmo acontece nas relações na sociedade civil. Quantas vezes se diz que quando alguém precisa do nosso apoio económico, político, social, etc., todos nos sorriem e agem como se dos melhores amigos se tratassem. Infelizmente, depois de conseguirem em parte ou em todo o que precisavam, esquecem-se imediamente dos ditos amigos de ocasião. Acontece na sociedade civil com aqueles a quem se chamavam “os novos ricos”, como acontece no tecido empresarial onde quem gere ou dirige as empresas muitas vezes se esquece de como chegaram à posição onde estão. Tal como se dizia em tempos idos: O dinheiro sobe à cabeça das pessoas. O problema? O problema é que se este tipo de pessoas/empresas precisar novamente de ajuda, vão pedir a quem? Ainda alguém no seu perfeito juízo irá cair novamente no conto? Outro problema que não ajuda a ultrapassar as dificuldades actuais é a falta de capacidade de gestão por parte da maioria das micro/pequenas e médias empresas nacionais.

 Todos ouvimos constantemente a expressão O Mundo está a mudar! E não esteve sempre? Claro que actualmente a velocidade da mudança é cada vez maior, mas isso não invalida que as empresas não façam um planemento honesto. Se já não se consegue planear a 3 anos, faça-se a 1 ano. Se a 1 ano não der, faça-se a 6 meses. Agora não podemos considerar que tenham uma boa gestão/planeamento aquelas entidades que com a desculpa da mudança, alteram as regras diariamente e às vezes no mesmo dia, consoante o que mais lhes convier no interesse estritamente pessoal. Mais uma vez na minha opinião, transmitindo esta visão para a política, equivale a termos alguém hoje a dizer que é de Esquerda, no dia seguinte de manhã diz que afinal é Centrista e há hora do almoço diz que afinal é da Direita. Isto na minha forma de estar na vida e apreciar o que me rodeia, chamo de falta de visão estratégica ou falta de carácter!

Renault Laguna II – História interminável

Fevereiro 11, 2010

Sempre comprei as intituladas viaturas de serviço da Renault, desde o Laguna 1.8 RXE, ao Safrane 2.2 Si.

Contudo no Verão de 2002, decidi que estava na altura de parar de alimentar um carro que bebia 16L/100Km de gasolina 98.

Estava na altura de mudar para um carro a diesel, mais económico e com um valor por litro mais acessível na altura.

Depois de muito comparar features e valores e após ter efectuado um test drive, decidi-me pelo Laguna II Initialle 1.9 DCI.

Na altura de levantar o carro do Stand senti aquela sensação de um miúdo pequeno que recebe um brinquedo que sempre quis, afinal de contas era o primeiro carro que ía ter novo.

Depois desta sensação extraordinária, fui confrontado com a primeira dificuldade! O dia de assinar os papeis e pagar coincidiu com o aumento do IVA ( estamos a falar de Junho de 2002 ). Ou seja, o carro naquele dia subiu para os 37.400€, mas enfim já estava decidido…

Quando me passaram o cartão/chave para a mão tive a primeira decepção, os tapetes de origem que tinha visto no test drive à cor dos interiores, tinham sido substituidos por tapetes tipo “continente” pretos. Ao reclamar foi-me dito que tinha vindo assim da Renault Portuguesa ( passados uns dias trocaram ).

Ponho o carro a trabalhar e arranco…dou a volta ao quarteirão e volto ao Stand…pois é a menina ( computador de bordo ) não se calava com a pressão dos pneus e o ar condicionado não funcionava!

Ligaram o carro ao computador e acertaram a temperatura/pressão para o nosso país e carregaram o ar condicionado que se tinham esquecido!

Esta foi a parte “soft”, agora vem a “hard”:

Passados uns meses em plena autoestrada o carro desacelarou e não passava dos 110 km/h, muito cumpridor pensei eu! Mesmo com o regulador ligado para os 200km/h, não acontecia nada. Até que a menina lá me disse que tinha um problema na injecção.

Na Renault mudaram o EGR.

Passados mais uns meses, fiquei sem a 1ª velocidade, soltou-se um cabo qualquer na caixa.

Mais tarde foram os elevadores dos vidros, ao todo mudaram por 5 vezes.

Depois dos 2 anos da garantia, para além das revisões que sempre fez, incluido o kit de distribuição, só deu problemas com:

Bomba pedal da embraiagem 2 – Na practica foi só 1, mas foi mal montado e colou ao chão do carro em plena Rotunda;

Fechaduras das portas foram 2;

Disco de embraiagem 1;

Bomba de Água 1;

Válvula do termostáto 1;

Reservatório de expansão 1;

Radiador 1 e parte da tubagem de refrigeração;

Leitor do cartão/chave 1;

Cartão/chave 2;

Junta da cabeça do motor 1 ( em Março do ano passado );

Este mês, como já não gastava há muito com ele, voltou a aquecer na autoestrada, mesmo sem apertar com ele.

Segundo a Renault algo se passa mas não há certezas do quê J

O reservatório de expansão onde se coloca o liquido de refrigeração está a ganhar demasiada pressão mesmo que ao fim de 5 km.

Mesmo que depois fique parado umas 8 horas, a pressão mantém-se lá dentro.

Não há óleo na “água” pelo que deduzo que a junta da cabeça tenha ido ao ar outra vez, ou mal montada, ou com defeito, enfim…

Mas já me avisaram que pode ser a cabeça do motor que tenha uma fisura ou mesmo o bloco do motor, mas só sabem depois de o reabrir!

Resumindo, ou é a junta da cabeça que está na garantia, ou a cabeça estalada e já me disseram para preparar 2.500€, ou melhor ainda, para eles, é do bloco do motor e nesse caso só metendo um motor novo de origem que só custa 8.000€.

Na practica, Renault nunca mais. Sem entrar em preciosismos, o que já gastei com este carro desde o dia que o levantei ( sem contar com a manutenção normal ), tinha comprado um carro “a sério”.

Estamos sempre a aprender…e nunca há garantias!


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