Fórmula mágica, a propriedade associativa da multiplicação ( para quem não se lembra da matemática, a ordem dos factores, não altera o resultado, aplicada à vida económica do nosso País:
Numa primeira abordagem poderia considerar vários factores Economia Mundial, Economia Europeia, Estado Português, PPP’s, Grandes empresas e Grupos económicos, PME’s, Unipessoais, Classe Alta, Classe Média, Classe Baixa, Pobres e Miseráveis.
Claro que vou pegar num modelo mais simplificado e para isso, utilizar outra propriedade que se bem me lembro era “ elemento absorvente” ou seja, qualquer coisa multiplicada por 0 (zero) é isso mesmo zero, não conta!
Parti do principio a Economia Mundial e Europeia podiam ser o mesmo factor a que lhe decidi chamar grotescamente de BCE ( banco central europeu )
Nos factores Estado e as PPP’s ( participadas publico privadas ) decidi também osau o elemento absorvente nas PPP’s, pelo que ficamos apenas com o Estado
Mantive os grupos económicos e grandes empresas, onde podemos incluir construtoras, empresas de retalho, banca, etc
As PME’s ( pequenas e médias empresas ) também se mantêm para a fórmula, absorvendo as entidades Unipessoais
Quanto às classes ( até me ri quando fiz a separação ), como a maioria concordará, esta divisão já não faz sentido nos dias de hoje, decidi chamar-lhe Povo, claro que à excepções, mas vamos simplificar
Explicado o porquê da opção destes factores, vamos à fórmula que alguns parece ainda não terem percebido, nem mesmo quem finge governar alguma coisa, seja um líder mundial, um governo local, um gestor de uma empresa, ou mesmo um particular a gerir a sua vida.
Vamos lá reduzir, como se pede e ver o que isso influencia a cadeia de valor:
-€ BCE = -€ Estado = -€ Grandes empresas = -€ PME’s = -€ Povo
Explicando devagarinho, se o BCE não abre a bolsa ao Estado, o Estado deixa de poder lançar concursos para as grandes empresas, deixa de conseguir manter as regalias dos recursos humanos afectos ao mesmo, vulgo funcionários públicos. Se as grandes empresas não têm trabalho para o estado, também não podem dar trabalho às PME’s e têm também que reduzir custos com recursos humanos, seja pela via do Layoff ou mesmo do despedimento. Ora se as PME’s deixam de ter trabalho, no mínimo lá vão mais uns colaboradores a andar…ou pelo menos a ganhar menos.
Até agora simples espero, mas então a propriedade associativa, perguntam alguns! Bem essa vem a seguir. Vamos pegar no último factor?
-€ Povo = -€ PME’s = -€ Grandes empresas = -€ Estado = -€ BCE
Voltando à explicação, se o Povo deixa de ter dinheiro, não consome nas PME’s, não precisa das obras e serviços das grandes empresas, não paga ao Estado IRS e ainda consome ao estado os subsídios de…há uma série de nomes, nem eu os sei já! Mais uma vez se as empresas de uma forma genérica, vendem menos, significa que fecham ou pelo menos produzem muito menos pelo que deixam de contribuir para o estado com IRC e outros impostos. Então e o Estado? Pois o estado se começa a receber menos dos particulares e empresas e ainda tem que pagar mais obrigações sociais…vai ao BCE e tem 2 hipóteses, ou não paga, porque não tem como pagar mais juros, ou então fica o BCE sem o dinheiro!
Ainda hoje me lembro de algumas pessoas conceituadas em empresas de renome, me terem apelidado de pessimista quando em Março de 2007 escrevi um artigo de opinião em que aconselhava as empresas a internacionalizarem-se e no caso dos particulares, a procurarem trabalho em empresas com essa vertente, ou então mesmo, como há muito pouco tempo ouvi um ministro dizer, Emigrem, mas por favor não fiquem de braços cruzados!